– O que você quer? – disse de forma agressiva.
– Oi – falou ele com uma voz envergonhada – Só queria saber se você tá bem. Eu não te vi no colégio depois d... do que aconteceu."
– Você se importa? – cuspi.
– Olha... eu – ele gemeu – me desculpa ok? Eu fui um imbecil. Um tremendo de um imbecil. Eu não queria dizer aquelas coisas, foi só... – ele não terminou a frase.
– É só isso? – ataquei.
Ficamos em silencio por algum tempo – tempo esse que pareceu uma eternidade – até que ele deu uma risadinha e disse:
– Quatro palavras.
– Eu não quero brincar disso – suspirei exasperada, me virando de bruços.
– Não valeu. – disse ele – Eu pedi quatro palavras, foram cinco. Quatro palavras – pressionou. Eu sorri.
– Você. É. Um. Idiota. – eu podia imaginar seu sorriso do outro lado da linha. Mais silêncio, agora carregado de expectativa.
– Três palavras – pedi, dando-me por vencida.
– Eu te amo – disse ele.
Fiquei em silêncio, um turbilhão de emoções varrendo meu corpo. Respirei fundo, tomei coragem e disse:
– Duas palavras: eu também.

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